Há uma designer de interiores que fale português em Aachen?
Sim. Dania Lima, fundadora da Daradiant Interiors, é portuguesa e trabalha em português, alemão e inglês. O estúdio fica em Lisboa e não temos escritório em Aachen: as fases presenciais na região são planeadas projeto a projeto. Consigo fala-se português; com os Handwerker e fornecedores, alemão.
Como funciona um projeto em Aachen se o estúdio está em Lisboa?
A fase de conceito decorre por videochamada: levantamento, moodboards, plantas, materiais e iluminação. As deslocações à NRW são agrupadas para medições, marcos de obra e o dia final de styling. Entre visitas recebe atualizações em fotografia e vídeo, e a coordenação das especialidades, da marcenaria e dos prazos de entrega é feita em alemão.
Posso mudar a cozinha e as paredes num Altbau classificado no Frankenberger Viertel?
Por dentro há normalmente muita liberdade: iluminação, cores, pavimentos, carpintaria à medida e cozinha. Fachada, janelas Kastenfenster, telhado e isolamento pelo exterior dependem da Denkmalbehörde, e o isolamento interior planeia-se em conjunto com os móveis embutidos. Pedidos de licenciamento são assinados por arquitetos registados: nós desenhamos e coordenamos, não assinamos.
Quanto custa o design de interiores em Aachen?
O único valor que publicamos é o do 1:1 Design Call, 99 € por 60 minutos, com pagamento online seguro. Para um projeto, enviamos uma proposta gratuita, faseada e transparente em 24 horas, depois de percebermos a casa e o âmbito. Não trabalhamos com tabelas por metro quadrado nem com preços feitos de antemão.
Vale a pena investir na casa com um contrato de investigação a prazo?
Depende do horizonte, e é por isso que faseamos. Com três a cinco anos pela frente, o dinheiro rende mais em iluminação, mobiliário e têxteis que viajam consigo, o e-design chega. Se a decisão é ficar e comprar, entramos em obra, carpintaria fixa e planeamento de longo prazo.
Trabalham com famílias brasileiras?
Sim. Trabalhamos em português com qualquer família lusófona (em Aachen, na StädteRegion ou do outro lado da fronteira) e o vocabulário adapta-se a quem nos lê. O método não muda: conceito, orçamento e obra explicados com clareza, sem termos técnicos alemães por traduzir.
Fazem quartos de criança?
Sim, e temos uma referência real na NRW: The JJ Project, em Heinsberg, um quarto quase vazio transformado num mundo infantil completo, com berço azul-pó, lambrim menta, papel de parede de dinossauros e estantes à altura da criança. As fotografias de antes e depois estão na página de projetos.
Servem Vaals, Kelmis ou Eupen do outro lado da fronteira?
Sim, a pedido. Aachen vive em três países: Vaals fica a 6 km do centro e Kelmis a cerca de 8 km, e é comum morar de um lado da fronteira e trabalhar do outro. Casas do lado holandês ou belga seguem o mesmo processo, com a coordenação ajustada às equipas locais.